Tag: Sofrimento

Arnaldo Jabor quer descabaçar Peter Pan

26/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , ,

Gosto de ler crônicas andando de bicicleta. Transformo os textos em arquivos de mp3, coloco no celular, plugo o fone de ouvidos e pronto: biciblioteca. Atualmente estou ouvindo 708 crônicas maravilhosas. Esse é o título do livro. Peguei na internet. Recomendo. Memorizei o número 708, porque tive que dar 708 espaços entre as cronicas, para que o programa pudesse transformar os 708 […]

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Baú

25/04/2003 by in category Músicas tagged as , , , ,

Eu tenho um baú cheio de perguntas sem respostas Eu carrego nas costas um universo que eu não conheço Eu fujo e pago o preço do que acho como capim mas em cada pergunta eu guardo um pedaço… De mim, de você, de todos nós um pedaço desta voz que só quer saber porque e […]

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Between

25/04/2003 by in category Músicas tagged as , , , ,

Vão dizer que é mentira Vão dizer que é tolice Vão encher-se de irá Vão dizer eu não disse Vão dizer faça assim Vão dizer faça assado  Vão dizer faça nada Vão dizer fracassado Não se incomode Não se incomode assim Porque no fim é between você e god Vão dizer heresia Vão dizer egoísta […]

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Big Belém

25/04/2003 by in category Contos tagged as , , , , ,

O sino da catedral toca como em ringue de boxe. Azul contra vermelho. Direita contra esquerda. Certo contra errado. O bem contra o mal. Multidão fazendo aposta. Urrando. Mas os lutadores não escutam nada. Estão usando tampões nos ouvidos. Lutadores lutam. Socos, socos, loucos… De repente, o lutador vermelho é golpeado na cabeça e perde os tampões. Ele começa […]

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Boboware

25/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , ,

E se felicidade for spam que seu outlook deleta sem abrir. E se felicidade for corrente que seu firewall não passa para frente. E se felicidade for vírus que seu sistema teima em bloquear. E se felicidade for dor que seu navegador não quer decodificar. Por que não boboware felicidade aberta para o que der […]

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Bolinha de isopor

25/04/2003 by in category Poemas, Vídeos tagged as , ,

Tentei transpor meu sofrimento para uma bolinha de isopor acreditando que apartado do desconforto isopoderia viver de verdade por fingir de morto. Tentei transpor meu sofrimento para uma bolinha de isopor acreditando que apartado do pranto isopoderia viver de verdade por fingir de santo. Tentei transpor meu sofrimento para uma bolinha de isopor acreditando que apartado do canhoto […]

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Cata lá no gol

24/04/2003 by in category Músicas tagged as , , , ,

Quando eu era pequeno eu queria jogar futebol marcar muito gol ouvir rock and roll e essas coisas todas de moleque Eu queria driblar o beque imitar o zico chutar de trivela de peito e de bico estufar a rede e ir pra torcida Mas quando começava a partida era aquela vaia meu sonho de […]

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Copo de requeijão

24/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , ,

Nove tiros. Ninguém quer sentar do lado da mulher melancia. A menina aperta online. Liga a webcan. Também hesito. A bundadela invadiu duas poltronas. São três adolescentes no youtube. “Hoje nós vamos contar uma coisa que todos nós fazemos, mas ninguém tem coragem de admitir”. A ambulância chega no local. O rapaz morto ainda está vivo. […]

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Criando corvos

24/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , ,

O filme se chamava “Cria cuervos”. Se você já assistiu, sabe que é atípico expor uma criança a tal conteúdo. O filme é muito deprê. Parece um blues tocado por um pianista bêbado durante o funeral do próprio filho. Eu nunca havia pensado na morte, nem no sofrimento disso, mas por várias vezes no filme, a sofredora protagonista, […]

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Coitada

24/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , ,

Coitada! – Coitada por que? Porque o queixo é alpinista porque não serve nem para estepe porque chora assistindo novela. Coitada! – Coitada por que? Porque o ombro pede esmola porque tem coragem tem direito mas não tem peito. Coitada! – Coitada por que? Porque o cabelo é ruim a unha é ruim o pé fede […]

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AUTOR


Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

        

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