Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

   

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Thururuthu

07/04/2003 by na categoria Crônicas tagged as , , , , with 0 and 0

Fazer o que? Segura o tchan! A gente dá um passo e não se encaixa mais na caixa. Ah ah ah o lepo lepo. Ou a gente encaixa em si mesmo ou fica espremido entre ser ou não ser. É um auê ê. Fico fora de órbita. Plunct Plact Zum. Teve uma época que ouvia repetidamente a música O Mundo, do Capital Inicial. Quando chegava na parte: “Não importa o que você dissesse / Você seria desmentido” Ariá raiô. Como me sentia bem! E quando dizia: “Se eu for ligar pro que vão falar não faço nada”. Ilarilariê. Tudo voltava a fazer sentido. Eu voltava a fazer sentido. A falta de sentido voltava a fazer sentido. E o sentido era: Thururuthu thururuthu thururuthu thururuthu.

Textemunho
Tocando violão
© 2018 · Marcelo Ferrari