Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

   

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Brincadeiras

25/04/2003 by na categoria Poemas tagged as , , , with 0 and 0

A primeira cadeira
é pequena
mas é minha.
A segunda cadeira
não é minha
mas tem espaço
de sobra.
A terceira cadeira
é de ninguém.
Sento na cadeira
que não é minha
ponho os pés
na cadeira genérica
e fico olhando
para primeira cadeira
que é pequena
mas é minha.

Botão do amor
Cada poeta
© 2018 · Marcelo Ferrari