Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

   

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Revólver não resolve

09/04/2003 by na categoria Crônicas, Vídeos tagged as , , with 0 and 0

Matar o outro não resolve. Você mata um e vem outro. O mato, por exemplo. Não adianta matar o mato. O mato é imatável. O mato é eterno. Você corta o mato e o mato já ressuscitou. A eternidade do mato sempre vence você. Então, ao invés de revólver, experimente dialogo.

No caso do mato, não em português, converse no idioma da jardinagem. Por exemplo, se você quiser dizer ao mato que o jardim está uma bagunça, ou que o lugar dele não é no canteiro de rosas, pegue um tesourão e expresse sua opinião. O mato crescendo novamente é ele respondendo para você. Pegue o tesourão e prossiga na conversa. 

Bater papo é uma ótima maneira de matar o tempo e cultivar relacionamentos. Dialética serve para isto. Dialética é o oposto do revólver. Dialética resolve. O revólver mata qualquer possibilidade de relacionamento.

Dialogue com o mato. Você irá descobrir que nem o mato precisa matar você, nem você precisa matar o mato. Depois expanda seu relacionamento dialético para outros outros, muitos outros, até que não sobre nenhum outro para você matar. Caso resolvido! Você matou o revólver e está pronto para viver em paz.

Ressuscite sua felicidade
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