Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

   

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Contando ovos

24/04/2003 by na categoria Poemas tagged as , , , , with 0 and 0

Ela não conta ovos
conta pérolas
conta diamantes
conta prosa
amarradas em dúzias
pelo barbante
da imaginação
teimosa.

Ela não conta ovos
reza um rosário
conta poesia
seu braço
é extensão do pensamento
seu ato é tempo
e espaço
em eucaristia.

Ela não conta ovos
conta memórias
feitas com farinha
conta dias
rugas e estrias
da idade
filhos e netos
que partiram para cidade
em busca de um ovo
sem galinha.

Contado nos dedos
Copo de requeijão
© 2018 · Marcelo Ferrari