Não diga “eu te amo” com boca de algodão-doce e sorriso de orgasmo. Não quero amor fácil! De que vale amor feito espirro, feito susto, feito grito de dor, feito olho piscando com poeira? De que vale amor
em formato de maçã, caindo com a força da gravidade? Amor de macaco por banana? Amor da abelha por flor? Amor de cachorro por osso? Amor de Romeu e Julieta?
Quer me amar? Me ame dando risada do seu corte de cabelo, enquanto jogo gasolina na sua vaidade
e risco o fósforo. Me ame enquanto cago na sua verdade absoluta. Me ame enquanto viro sapo.
Quer ser o grande amor da minha vida? Me ame com neurônios e não com músculos cardíacos.
Quando for capaz de me amar assim, me sentirei amado. Antes disso, não diga “eu te amo”. Não profane o verbo. Diga outra coisa. Diga “marshmallow”