Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

   

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Happy psicopata

19/04/2003 by na categoria Crônicas tagged as , , , , with 0 and 0

Barba por fazer, cabelo por fazer, bigode por fazer, cigarro por favor. Happy me confessa que o corpo fechado com três blusas é raiva. Hu manos uh! Ahs minas pá! Sinto, muito. “Alegria é minha vida, se não faço o antídoto, morro de veneno”, ele me diz. Colam mais dois rappers no papelão de geladeira. O estranho no freezer sou eu: hippie e hope. Não é caô, é caos. Happy pisa na ponta do cigarro para economizar divã. Começa o autorama de palavras. Uns expurgam o veneno com elegância, outros com ironia, mas cada um se coça como dá. Happy pede para o DJ colocar um MP3 e faz pose de lado B-boy. Play na vitrola macintosh. Happy vai tirando a macumba imitando o Maicoudiequison. Gargalhada no salão. Meu coração de Gonzaguinha explode. Eu acredito é na rapaziada! “Este foi o rap psicopata” diz Happy happy, fazendo história. Mas diz sem legenda. Para evitar erro de leitura, reescrevo a história.

Google maps no mp3
Hare flipe rama
© 2018 · Marcelo Ferrari