Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

   

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Exatos, biológicos e humanos

22/04/2003 by na categoria Poemas tagged as , , , , with 0 and 0

Somos todos euclidianos 
em geometria
na prática 
a geometria 
é outra.

Somos todos insanos 
em psicologia
na prática 
a psicologia 
é outra.

Somos todos mundanos 
em teologia
na prática 
a teologia 
é outra.

Somos todos americanos 
em geografia
na prática 
a geografia 
é outra.

Somos todos humanos
em antropologia
na prática 
a humanidade
é outra.

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