Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

   

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Eu maior

22/04/2003 by na categoria Contos tagged as , , with 0 and 0

Você estava pelado no meio da praça desafiando o comércio e o bom-senso. Me aproximei. Seu olhar era distante de tudo menos de mim. Você me encarou como se estivesse me esperando há séculos, sorriu e colocou um envelope em minhas mãos. Depois sumiu na multidão. Sentei na escadaria encardida da praça. Abri sua carta. Continha uma folha com uma equação matemática escrita a mão: eu = eu + você. Tirei a roupa e fui para o meio da praça. Você apareceu.

Eu gosto dela
Eu manjo!
© 2018 · Marcelo Ferrari