Nasci aos dezenove. Completei dezoito aos quarenta e um. Minha adolescência foi dos sete aos noventa e doze. Aos treze já trinta e cinco. Dos onze sete pulei para quinzentos. Depois para cinquenta vinte.
Assim são meus dias, enquanto o corpo faz aniversário em linha reta a alma randômica.
Por que? Não sei. Só sei que faz e desfaz. E que entre o pulmão que inspira e a boca que assopra as velas, tudo vai e vento.