Vejo demais

05/04/2003 by in category Poemas tagged as , , with 0 and 0

Vejo a criança no velho
correndo pela vizinhança jardinada.

Vejo se quero
se não quero
vejo nada.

Vejo um copo dágua
com peixes azuis
bananas que entortam
com o peso da luz.

Vejo duro
mas nunca tão duro
que a visão não atravesse.

Vejo mole
mas nunca tão mole
que impeça o baile do elefante
vestido de bailarina.

Vejo além
se aquém
não me apraz.

Vejo demais.

Leia mais:
Vida de tomada Conversando com uma tomada de três pinos. — Tá maluco, é? — O que foi? ...
Praça Árgada Na Praça Árgada todo mundo quer ser beatles celebridade, receber os lo...
Vida de porta guarda... Conversando com um porta guardanapos. — Só de boa, einh mano? — O que foi...
Espalhe a palavra!

AUTOR


Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

        

Scroll Up