Thururuthu

07/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , , with 0 and 0

Fazer o que? Segura o tchan! A gente dá um passo e não se encaixa mais na caixa antiga. Pior! Não tem mais caixa onde a gente se encaixe. Ah ah ah o lepo lepo. Ou a gente encaixa em si mesmo ou fica espremido entre ser ou não ser. É um auê ê.

Passei por tantas fazes assim que acho que nunca sai. Lari lari. A sensação que tenho é que sou um ônibus circular. Plunct Plact Zum. Numa dessas circuladas, ouvia “o mundo” do capital inicial. Quando chegava na parte “Vão falar que você não é nada / Vão falar que você não tem casa / Vão falar que você não merece / que anda bebendo e está perdido / E não importa o que você dissesse/ Você seria desmentido / Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido”Nooooosa! Ariá raiô. Como me sentia bem! 

Quando chegava na parte “Se for ligar pro que vão falar não faço nada”… era o clímax. Ilarilariê. Tudo voltava a fazer sentido. Eu voltava a fazer sentido. A falta de sentido voltava a fazer sentido. E o sentido era: Thururuthu thururuthu thururuthu thururuthu.

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Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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