Tag: Sociedade

Arnaldo Jabor quer descabaçar Peter Pan

26/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , ,

Gosto de ler crônicas andando de bicicleta. Transformo os textos em arquivos de mp3, coloco no celular, plugo o fone de ouvidos e pronto: biciblioteca. Atualmente estou ouvindo 708 crônicas maravilhosas. Esse é o título do livro. Peguei na internet. Recomendo. Memorizei o número 708, porque tive que dar 708 espaços entre as cronicas, para que o programa pudesse transformar os 708 […]

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Baile de máscaras

25/04/2003 by in category Crônicas, Vídeos tagged as , ,

O homem com máscara de empresário sai pela rua com os vidros do carro fechados. Seu sistema imunológico metaboliza títulos em ordem alfabética. A mão com máscara de coitada bate na janela, mas o chofer com máscara de fiel diz que hoje não. O farol abre. Na esquina, o homem com máscara de síndico conversa com […]

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Boacumba para salvar a humanidade

25/04/2003 by in category Boacumba, Crônicas tagged as , ,

Ingredientes: Vergonha (em pó), 2 atitudes (em cápsulas), 1 caneta esferográfica, 1 cartela de etiquetas (24 unidades), 1 mundo inteiro, 2 dúzias de bonecos voodoo, 1 MP3 da música “Manhãs de Setembro” com Vanusa, 1 mochila, 1 caixa de sapatos cheia de esperanças (insetos verdes), 1 estiletee 1 espelho. Preparo: Ainda em jejum, assista o […]

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Compreenção com cedilha

24/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , , ,

Socorro parou em frente a gôndola. Encarou o fetiche de páscoa. Com aquele dinheiro dava para comprar três sacos de feijão. Chumbinho vivia cantando Bob Marley no bar dos sujismundos. Socorro disse que era para o neto. Mentiu. Socorro não sabia ser pagã, nem brincar de boneca. Chumbinho não tinha onde existir. Quando o ovo de páscoa fez “bip”, Socorro sentiu-se […]

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Dinheiro é papel com tinta

23/04/2003 by in category Músicas tagged as , , ,

Dinheiro é papel com tinta A grana não me engana, mas tenta Dinheiro é papel com tinta magenta e gosto de pimenta Reflita! Dinheiro é um artefato Dinheiro é um boato Dinheiro é uma bexiga oca Por isto, se você duvida ponha ele na boca e depois me diga    

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Ela suporta

22/04/2003 by in category Poemas tagged as , , ,

Ela suporta os porres do marido os podres do padre o jogo do bicho a bituca de cigarro. Ela suporta o batom da prostituta a declaração esculpida o bife acebolado o resto de comida. Ela suporta os cotovelos as porradas do truco o batuque do samba a parafina da vela. Ela suporta a culpa a […]

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Estratégia para mudar o mundo

22/04/2003 by in category Crônicas tagged as , ,

Minha primeira estratégia para mudar o mundo foi rir do mundo. Eu carregava uma folha de caderno encardida na carteira com dezenas de desfechos de piadas escritas a caneta. Exorcistas usam enxofre para espantar demônios, eu usava piadas. Quinze minutos de risada e qualquer cemitério de elefantes virava pombal.  Experimentei também estratégias sérias como justiça […]

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Homens que choram

19/04/2003 by in category Poemas tagged as , , ,

Segurei sua mão e chorei mas você não entendeu achou que era viado que tinha defeito que era cisco no olho que o segredo de Fátima havia sido revelado que o remédio estava vencido que o carnê tinha atrasado que jesus se arrependeu que deus morreu que o mar virou sertão que estava errado que era o fim e mesmo assim continuei […]

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Humanidade é lixo

19/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , ,

— A humanidade é um lixo! — diz a voz agressiva e convicta. Olho para trás a fim de reconhecer o autor e tentar entender o motivo. — A humanidade é um lixo! — ele repete. Investigo o dono da frase de cima a baixo. Sua pele é encardida. Usa um bigode de bangue-bangue totalmente […]

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Livro da vida humana

15/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , ,

Sofremos até a página sete. Amamos o próximo até a página três. Temos certeza absoluta até a página dois. Gostamos de peixe cru até a página nove. Achamos fulana linda até a página cinco. Conversamos como adultos até a página seis. Pensamos na crise política até a página oito. Acreditamos no ser humano até a página quatro. […]

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AUTOR


Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

        

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