Tag: Revolta

Amor é…

26/04/2003 by in category Poemas tagged as , , ,

Amor é…  pá re li gi ão pá po e sia pá po lí ti ca pa po fu ra do! Meu amor por você luta contra  seu amor por mim. Amor é… o que nos separa.

0 0 Read more

Carta a quem se presta

24/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , ,

Recentemente recebi carta de gente correta que se presta e se farta em dizer que só atraio gente que não presta. Gente que não presta! Entende? Gente que por descrer no clã vigente por diferente gente ser só resta imediatamente ser barrada na festa. Respondo em aberto e urgente para essa gente separada: quem está […]

0 0 Read more

Compreenção com cedilha

24/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , , ,

Socorro parou em frente a gôndola. Encarou o fetiche de páscoa. Com aquele dinheiro dava para comprar três sacos de feijão. Chumbinho vivia cantando Bob Marley no bar dos sujismundos. Socorro disse que era para o neto. Mentiu. Socorro não sabia ser pagã, nem brincar de boneca. Chumbinho não tinha onde existir. Quando o ovo de páscoa fez “bip”, Socorro sentiu-se […]

0 0 Read more

Estratégia para mudar o mundo

22/04/2003 by in category Crônicas tagged as , ,

Minha primeira estratégia para mudar o mundo foi rir do mundo. Eu carregava uma folha de caderno encardida na carteira com dezenas de desfechos de piadas escritas a caneta. Exorcistas usam enxofre para espantar demônios, eu usava piadas. Quinze minutos de risada e qualquer cemitério de elefantes virava pombal.  Experimentei também estratégias sérias como justiça […]

0 0 Read more

Eu manjo!

22/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , ,

Com olhos vermelhos e a maior franqueza do universo, o cara me disse: “Você não entende nada do que o Raul está dizendo”. Fiquei indignado. Como não entendo? Entendo sim! Tô ligado! Tô sabendo! Eu manjo! Nem lembro quais eram as gírias da época para expressar sapiência, mas usei todas que vieram a cabeça. O […]

0 0 Read more

Massa crítica

14/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , ,

Fazer cuíca ninguém fazmas para reclamar do samba tem duzentos. Fazer arroz ninguém fazmas para reclamar do alho tem trezentos. Fazer chover ninguém fazmas para reclamar da chuva tem quinhentos. Fazer o que for ninguém fazmas para reclamar do feito cem por cento.

0 0 Read more

Ouça o grito

12/04/2003 by in category Músicas tagged as , , ,

Ouça o grito da panela Ouça o grito da favela Ouça o grito do feijão Ouça o grito da contradição Ouça o grito da infância Ouça o grito ambulância Ouça o grito carne-seca Ouça o grito enxaqueca Apito da dor Maldito incolor Zumbido de abelha mosquito na orelha Ouça o grito prometeu Ouça o grito […]

0 0 Read more

Patacaparau

11/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , ,

Tá fóda! Tá, tá, fóda!  Fase mundana. Sabe comé, subindo pelas paredes. Fóda! Fóda! Muito fóda! Desculpe os palavrões mas palavrinha é de foder! Palavrinha é fóda! Palavrinha é caralho de asa! Patacaparau? Não! PQP? Menos ainda! Puta-que-o-pariu mesmo! Puta-que-o-pariu no replay. Puta-que-o-pariu sem reticências. Puta-que-o-pariiiiiiiiuuuu com pedal de distorção. Tá fóda! Tá, tá, fóda! Saca Clarice? Leio feito […]

0 0 Read more

Ponto de Ícaro

11/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , ,

As vezes vou até a cozinha, coloco um fio de água na frigideira e acendo o fogo. Faço isso para assistir de camarote o líquido se transformando em vapor. Aguardo com paciência a aparição das microbolhas e recordo as palavras ígneas da professora de ginásio: “Água vira vapor quando chega no ponto de ebulição”. Hoje […]

0 0 Read more

Sete estágios da rebelião de Lúcifer

08/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , ,

1º ESTÁGIO Amar você? Nem fodendo! 2º ESTÁGIO Amar você? Vai tomá no cu! Eu pedi para você me criar? Pedi? E você me criou para que? Para satisfazer seu sadismo acima de todas as coisas? Vai se fodê! 3º ESTÁGIO Se quer mesmo que eu te ame, podemos dar um jeito. Podemos entrar num […]

0 0 Read more
12

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

emailferrari@yahoo.com.br
 

    


© 2017 · FERRARIANDO · Marcelo Ferrari
Scroll Up