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Penso logo love

11/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , with 0 and 0

Quando ofereço a outra face, não estou seguindo o preceito. Eu já tentei seguir o preceito. Não funciona. “Ame seu inimigo” é a própria gasolina do ódio. Quando TEMOS QUE amar, não é amor, é obrigação. Obrigação resulta em medo. Medo resulta em mentira. Mentira tem perna curta. Por isto, não funciona se obrigar a amar o inimigo, nem o amigo, nem ninguém.

Como amar, então? É simples: pensando. É o que faço.

Ao invés de me obrigar a amar, uso esta mesma energia para pensar. Penso assim: Qual é o benefício de ir contra a opção do outro? Meu amor nasce de responder esta questão.

Não amo meu inimigo. Penso, logo, love.

Para mim, amar não é questão de santidade, nem bondade, nem nobreza, nem ética, nem mesmo de amor. Amar é apenas inteligência. Não conheço forma mais inteligente de viver do que amar. Se conhecesse, com certeza optaria pela outra forma. Por que optar pela pior opção?

Quando amo, não sou santo, ético, nem nobre, sou inteligente. E tenho certeza que se você pensar no assunto, amará também.

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