Patacaparau

11/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , , with 0 and 0

Tá fóda! Tá, tá, fóda! 
Fase mundana.
Sabe comé, subindo pelas paredes.
Fóda! Fóda! Muito fóda!
Desculpe os palavrões
mas palavrinha é de foder!
Palavrinha é fóda!
Palavrinha é caralho de asa!
Patacaparau? Não!
PQP? Menos ainda!
Puta-que-o-pariu mesmo!
Puta-que-o-pariu no replay.
Puta-que-o-pariu sem reticências.
Puta-que-o-pariiiiiiiiuuuu
com pedal de distorção.
Tá fóda! Tá, tá, fóda!
Saca Clarice?
Leio feito bíblia.
Como alivia!
Então tá! Amém.
Quer dizer, saravá.
Quer dizer, sei lá!
Sei lá o caralho!
Quero dizer sim.
Quero dizer: 
Tá fóda! 
Tá, tá, fóda! 
Fui.

 

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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