Pai ausente

11/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , with 0 and 0

Quando meu pai morreu, fiz questão de ver o corpo no local do óbito. Queria ver minha reação ao encarar a morte de alguém tão querido. Cheguei no local com bastante apreensão. O pessoal me conduziu até a sala onde ele estava, mas ele não estava. Seu peito vestia a mesma camisa, mas o sentimento não estava. As mãos continham cinco dedos, mas o toque não estava. O corpo pesava tanto quanto horas antes. O coração, o pulmão e o cérebro estavam no mesmo lugar, mas seu jeito, sua calma, seu humor, sua presença não estavam. Será que algum dia esteve? Me perguntei.

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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