Ninguém acreditava

13/04/2003 by in category Poemas tagged as , , with 0 and 0

Ninguém acreditava!
O delegado fez pouco caso
o guarda de trânsito fez fusquinha
o confeiteiro fez cu doce
a telefonista achou que era trote.

Ninguém acreditava!
A samambaia despencou de rir
o trevo só tinha duas folhas
o cravo brigou com a rosa
o coqueiro fez coco.

Ninguém acreditava!
A cadeira cruzou as pernas
a mesa cruzou as pernas
a escrivaninha cruzou as pernas
a penteadeira cruzou as pernas.

Ninguém acreditava!
A geladeira foi abaixo de zero
o fogão jogou a batata quente
o bule evaporou
a colher não era de chá.

Ninguém acreditava!
Senão ele que conseguiu
senão ele que conseguiu
senão ele que conseguiu três vezes
para o espanto de todos.

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Espalhe a palavra!

AUTOR


Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

        

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