Maior pinto do mundo

14/04/2003 by in category Contos tagged as , , , , with 0 and 0

O nome do evento era “Maior Pinto Do Mundo”.

E não se tratava de medir filhotes de galinhas. Era pinto mesmo, daqueles que os humanos do sexo masculino possuem e se orgulham tanto de possui-los, principalmente depois que Freud fez dele – o pinto – uma espécie de “eu tenho você não tem”.

Era a versão Rambo do Concurso de Miss Universo.

A disputa se dava através da medição. O candidato colocava o pinto sobre a mesa milimetrada e media o tamanho, depois colocava sobre a balança para medir a massa. O número somado e dividido era a nota.

Durante a medição, muitos pintos caíram por terra, sobretudo daqueles que gozavam com o pau dos outros. Políticos, jogadores de futebol, artistas, empresários, fazendeiros, jornalistas, publicitários e toda sorte de supostos pintudos ficaram só na propaganda enganosa.

Ganhou um pintudo da alta sociedade.

Competidores das classes sociais inferiores reclamaram de propina.

O vencedor subiu no pódio e mostrou o pinto para todo mundo. Ele era o cara, ou melhor, o pinto.

Claro que na hora do discurso, ele não pediu a paz no mundo. Ele disse… (não, melhor não dizer o que ele disse)… mas todos aplaudiram.

E ele ficou de pau duro.

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Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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