Homem avestruz

19/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , , with 0 and 0

Adoro artistas de rua.

Me lembro de um chamado Homem Avestruz, que vendia uma pomada de peixe-elétrico que servia para passar em tudo, até no vestibular!

Avestruz engolia relógios, garfos, cacos de vidro, tesouras, e, no ponto alto do show, engolia um cadeado fechado e depois o retirava aberto do estômago.

Certa vez, passei pela esquina onde ele ficava e perguntei a um palhaço que estava se apresentando ali: “Cadê o Homem Avestruz?”. O palhaço ficou sério e respondeu: “Engoliu cinco balas de revólver e morreu!”.

Tem feridas que nem a pomada de peixe-elétrico consegue curar.

Leia mais:
Sinto muito (música)... Sinto muito se você não sente nada Talvez eu sinta demais queime o ...
Dança dos famosos Tem um pedaço da letra que diz: “Bob Marley… Peter Tosh”. Mas não adianta di...
Vida de chuveiro Conversando com o chuveiro. — Vou fazer uma tatooagem em você. — Que ti...
Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

emailferrari@yahoo.com.br
 

    


© 2017 · FERRARIANDO · Marcelo Ferrari
Scroll Up