Homem aveztruz

19/04/2003 by in category Crônicas tagged as , with 0 and 0

Adoro artistas de rua.

Sempre que passo por um, me esqueço dos compromissos e paro pra assistir. As apresentações são curtas, comparadas com o tempo que gastam na venda dos produtos. Como não podem vender entradas, vendem curiosidades nos intervalos.

Lembro-me de um homem chamado Avestruz. Vendia um creme de banha de peixe-elétrico que servia pra passar em tudo – até no vestibular! Avestruz engolia relógios, garfos, cacos de vidro, tesouras, e, no ponto alto do show, engolia um cadeado fechado, retirando-o aberto do estômago!

Certa vez, a caminho do banco, passei por aquela esquina e não pude me conter: “Cadê o Homem Avestruz?”. Um artista, que era palhaço, ficou sério e respondeu: “Você não soube? Engoliu cinco balas de revolver”.

Depois enfiou a cabeça dentro de um sorriso sem graça.

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