Eu vejo você

22/04/2003 by in category Poemas tagged as , , with 0 and 0

Quando seu olhar
tornou-se estranho?
Como meu olhar
retornou parede?
Por que os olhos
entornam estanho
se nosso olhar
sede?

Quando seu olhar
ficou ausente?
Como meu olhar
estelionato?
Por que os olhos
apenas lentes
se nosso olhar
contato?

Quando seu olhar
me alfinete?
Como meu olhar
cabra-cega?
Por que os olhos
vodu
se nosso olhar
pega-pega?

Onde seu olhar
se esqueceu?
Como meu olhar
te primitivo?
Por que os olhos
ateus
se nosso olhar
deus vivo?

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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