Dia das donas

23/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , , with 0 and 0

Dona Florinha, Dona Zefa, Dona Neusa, Dona Regina, Dona Fátima, donas do mundo, donas da razão. Se o filho é pródigo, o apocalipse vem de chinelo. Pobres bundas carnais. Deus permite. Abençoa. Afinal, deus não tem mãe. Não moro mais com minha dona, mas durante a semana vou almoçar no útero. Comida sem sal, água com gás, salada e sorvete. Meu quarto virou sala de não estar. Saudade é não arrumar o quarto do filho que já cresceu. Minha mãe abre as asas e, envergonhada, pede que volte para sua barriga. Respondo o mesmo que ela descobriu na hora do parto, com amor e com dor — ser mãe é deixar de ser dona.

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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