Dê!

23/04/2003 by in category Imperativos, Poemas tagged as , , , , with 0 and 0

Dê o que tiver
o que só você
pode dar: ímpar.

Dê espaço ao sufocado
desconto ao freguês
olhar quarenta e três
bolacha mordida
na metade
ombro mil e uma
utilidades.

Dê beijo, abraço
salada mista
sincera devoção
a trindade
seu dinheiro
seu tamborim
seu surdo
seu violão.

Dê, ciente
que é remetente 
e destinatário.

Não perca a vez!
A – bê – cê – dê!
Árvore que não dá
seus frutos morre
de gravidez.

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Espalhe a palavra!

AUTOR


Meu nome é Marcelo Ferrari. Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

        

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