Céu de aspirina

24/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , , with 0 and 0

Bobo, bobo, bobo
me distraia
contando fofocas
babaleias
dando cambalhota
e caindo
feito bosta.

Bobo, bobo, bobo
meu vicio é ruim
mas é meu
me mata
mas aos poucos
e não tenho
pressa.

Bobo, bobo, bobo
não obrigado!
mil vezes ver
meu poder e pudor
cagado
pelo seu descaso
e humor.

Bobo, bobo, bobo
não quero paz
que rejeita propina
prefiro o conforto
de viver morto
nesse céu
de aspirina.

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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