Carta do filho da puta

24/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , with 0 and 0

Homem,
venho lhe pedir respeito
com esses peitos
que está chupando
com volúpia
e também com o entorno
onde enfia o pau
pois é o forno quente
de onde vou sair
para ser gente.

Homem,
entendo seu ponto de vista
e entendo que
não pode ter outro
uma vez que um
ser outro
é vã filosofia
mas essa mulher
que você vê
madalena
é minha virgem
maria.

Homem,
sei que essa mulher nua
não é A sua
que você não lhe deve
votos matrimoniais
que não lhe ama mais
nem menos do que
alguns minutos
trocados por dinheiro
embora seu corpo inteiro
esteja sendo movido
para se entregar
a um, dois, três
desconhecidos.

Homem,
não lhe censuro por
estar satisfazendo
seu instinto
mas peço, se possível
mesmo sem amor
que seja amável
pois quando fechar
o fechecler
e partir sem
deixar fotografia
ainda assim
esta mulher
se lembrará de você
todo dia
ao olhar para
mim.

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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