Botão do amor

25/04/2003 by in category Crônicas tagged as , , with 0 and 0

Apertei a barriga do cachorrinho de pelúcia e uma voz mecânica dentro do brinquedo me disse: “I love you”. Me lembrei do filme Mulheres Perfeitas, onde as esposas da cidade eram robôs. O marido apertava um botão e a esposa fazia almoço, apertava outro botão e a esposa trazia os sapatos, apertava outro botão e a esposa fazia sexo. Quase no final do filme, a Nicole Kidman, única mulher da cidade que ainda não havia sido robotizada, descobre o segredo e pergunta aos maridos: “Suas esposas perfeitas são capazes de dizer eu te amo?”. Eles respondem: “Claro! Em vinte e quatro idiomas diferentes”. Nicole retruca: “E com sentimento?”. Silêncio no filme, no cinema e na alma.

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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