Alma randômica

26/04/2003 by in category Poemas tagged as , , , , with 0 and 0

Nasci ontem.
Quando fiz dez anos
completei dezoito.
Minha adolescência
foi dos sete aos
noventa e doze.
Aos treze já
trinta e cinco.
Dos onze sete pulei
para quinzentos
e depois para
cinquenta vinte.
Assim são meus dias
enquanto o corpo
faz aniversário
em linha reta
a alma randômica.
Por que? Não sei.
Só sei que faz
e se desfaz
e que entre o pulmão
que inspira
e a boca
que assopra
as velas
tudo vai
e vento.

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Espalhe a palavra!

Marcelo Ferrari


Nasci ontem. Quando fiz dez anos, completei dezoito. Tenho um chinelo azul com alça vermelha que não serve para poesia. Escrevo o que a inspiração põe e a expiração tira. Não uso heterônimos, sou usado por eles. Só sei ser sendo, dançar dançando, escrever escrevendo e ferrari ferrariando. Minha literatura não é pá pum e pronto! É pá pum escreve. Pá pum lê. Pá pum edita. Pá pum relê. Pá pum reedita. Pá pum rerelê. Pá pum rereedita. Até que pá puta que pari! Nunca estarei ponto! E pronto! Me imagine tocando violão. Sempre. Ininterruptamente.

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